Quando chega a hora de pensar na aposentadoria, muitas pessoas ficam cheias de dúvidas, alguns exemplos são: “Será que já tenho idade suficiente?”, “Quantos anos de contribuição são necessários?”, “Preciso de advogado para pedir no INSS?”
Inicialmente, a boa notícia é que a aposentadoria por idade continua sendo uma das formas mais comuns de se aposentar no Brasil. Em 2025, as regras já estão bem definidas, mas ainda existem detalhes que podem confundir muita gente.
Neste artigo, você vai entender quem tem direito, quais documentos preparar, como solicitar o benefício e, principalmente, quais os erros mais comuns que podem atrapalhar o processo.

A aposentadoria por idade é destinada a quem completou a idade mínima e possui o tempo mínimo de contribuições ao INSS.
– Mulheres: 62 anos de idade + pelo menos 15 anos de contribuição.
– Homens: 65 anos de idade + pelo menos 15 anos de contribuição.
Regras de transição: Quem já contribuía antes da Reforma da Previdência (2019) pode ter direito a regras de transição, que permitem se aposentar mais cedo ou com critérios diferentes.
Exemplo: algumas mulheres que estavam perto de completar a idade mínima podem se aposentar antes dos 62 anos, desde que cumpram pedágio ou pontuação exigida.
Esse é um ponto em que um planejamento previdenciário faz diferença, porque muitas vezes o trabalhador pode escolher a regra que garante o melhor valor de benefício.
Como funciona a carência?

Um dos pontos que mais confundem os segurados é a diferença entre tempo de contribuição e carência.
– Tempo de contribuição: período em que houve recolhimento ao INSS.
– Carência: número mínimo de pagamentos exigidos para ter direito ao benefício.
Na aposentadoria por idade, a carência é de 180 contribuições (15 anos).
Isso significa que não basta ter idade, é preciso ter ao menos 180 pagamentos registrados.
Exemplo prático: Maria completou 62 anos, mas possui apenas 12 anos de contribuições. Ela ainda não pode se aposentar — precisará completar 15 anos de contribuições (180 meses).
Documentos necessários para solicitar
Organizar os documentos é essencial para evitar que o INSS negue ou atrase o benefício. Veja os principais:
– Documento de identidade (RG) e CPF.
– Carteira de Trabalho (CTPS).
– Carnês ou guias de recolhimento (para autônomos/MEI).
– Extrato do CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais).
– Comprovantes de atividade rural (aposentadoria rural).
– Certidões ou contratos que ajudem a comprovar vínculos de trabalho.
Atenção: o CNIS costuma apresentar erros, como vínculos faltando ou salários incorretos. Conferir esse extrato antes de solicitar a aposentadoria é fundamental.
Como solicitar a aposentadoria no INSS
Hoje, o pedido é feito de forma 100% digital, pelo Meu INSS (aplicativo ou site).
Passo a passo:
1. Acesse o Meu INSS.
2. Clique em “Pedir Aposentadoria por Idade”.
3. Preencha as informações solicitadas.
4. Anexe os documentos digitalizados.
5. Finalize o pedido e acompanhe pelo aplicativo.
Em alguns casos, o INSS pode solicitar complementação de documentos ou marcar uma perícia.
Erros mais comuns que atrapalham o pedido
Muitos pedidos são negados por detalhes simples que poderiam ser corrigidos antes. Veja os erros mais comuns:
– Não conferir o CNIS antes de solicitar.
– Perder documentos antigos de emprego.
– Pedir benefício antes de cumprir os requisitos de transição.
– Escolher a regra menos vantajosa.
– Deixar dados pessoais desatualizados no sistema.
Esses erros podem causar meses de atraso ou até a negativa do pedido.
Preciso de advogado para me aposentar?
Embora seja possível pedir a aposentadoria sozinho pelo Meu INSS, contar com um advogado previdenciário traz benefícios importantes:
– Avalia qual regra gera o melhor valor.
– Organiza documentos e corrige falhas no CNIS.
– Acompanha o processo para evitar atrasos.
– Entra com recurso ou ação judicial, se necessário.
Muitas vezes, a diferença de valor entre se aposentar sozinho ou com planejamento é muito maior do que os honorários advocatícios.
Conclusão
A aposentadoria por idade continua sendo a forma mais comum de garantir o descanso após anos de trabalho. Mas, para evitar atrasos e garantir o melhor valor, é fundamental planejar, organizar documentos e avaliar as regras disponíveis.
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